23 de julho de 2017

Da ansiedade

Dona ansiedade me visitou hoje. Não que ela não venha sempre, mas hoje achei que não viria

Acordei cedo me sentindo tão leve, tão bem. Fiz meu café que bebi vagarosamente sentada ao sofá apreciando a manhã fresquinha, quase fria, de início de outono. Pensava em nada e em tudo ao mesmo tempo. Até que pensei no que deveria esquecer.

Foi quando ela apareceu. Senti um formigamento no estômago, um calor sem clima para isso na altura do peito misturado a uma gota de suor frio que me escorreu da nuca.

Abstraí e pensei em outras coisas. Apressei o café e fui cuidar dos meus afazeres. Mas vez ou outra a maldita, sempre a espreita, aparecia da mesma forma inesperada que apareceu pela manhã.

E assim foi até a hora de dormir. Com alguns princípios de paranoia.

Por fim, dormi agradecida. No sono ela não aparece. Fique em paz até o dia seguinte pela manhã.

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