25 de junho de 2017

J.B.

Ele tem uma pureza no jeito de ser. Talvez porque nasceu em uma cidade pequena na fronteira com a Argentina. Ou porque morou em uma roça distante em SC e passou boa parte da infância sem energia elétrica. Ou porque conheceu o mar somente aos 19 anos. Ou porque ao chegar a BH, aos 25, ainda não sabia o que era Lojas Americanas. Ele tem uma pureza.

Já não é mais um moço cru. Morou em Paris e viajou boa parte da Europa. Foi até a Rússia! Mas continua puro. Não tem medo de sorrir, de pedir colo, de dar as mãos, de ser carinhoso, de dizer que sente falta e que gostou da visita. Não tem medo também de ser intempestivo. De dar basta quando algo o incomoda. Não tem medo de ir atrás quando sente saudade. Quando quer elogiar, só elogia. Não pensa nos atos simples e não os pesa.

Ele não sabe, mas faz muita falta.