24 de fevereiro de 2016

Do belo e efêmero

Nada me deixa mais feliz que um pôr do sol de outono. O céu fica com um tom alaranjado, quase avermelhado, incrível. Ao menos é assim na região sudeste do país. Às vezes fica rosa. É quando temos o pôr do sol mais lindo de todo o outono. Dura pouco tempo, alguns minutos apenas, mas tempo suficiente para eu sentir que Deus existe e que sou abençoada. Minha ansiedade, por vezes, faz meu coração acelerar num misto de obrigação para que eu aproveite ao máximo cada segundo daquele momento e na vontade de relaxar para curtir, com tranquilidade, esses poucos minutos no fim do dia quando não está nublado. É como se meu corpo nunca soubesse exatamente o que fazer quando esse momento chega.

Gosto da lua cheia também. Aquela fase amarelona dura pouco tempo, e me sinto na mesma obrigação de apreciar cada momento porque logo acaba. Logo ela estará alta e branca. Cheia ainda, mas já menos bela que minutos atrás.

Hoje me dei conta de que não sei viver a felicidade. Tenho tanto medo de ela acabar, que fico sem saber como aproveitar cada minuto. Sei que devo relaxar e curtir, mas como também sei que ela é passageira fico com a sensação de que devo apreciar intensamente segundo a segundo.

O que não posso esquecer é que, assim como o pôr do sol e a lua cheia, a felicidade volta. Não todos os dias, pois às vezes está nublado ou do canto que estou na cidade nem dá pra ver a lua apontar amarelona. Mas volta. Sempre volta. Então devo sorrir para ela, a felicidade, sentar-me ao seu lado, fazer silêncio e ser feliz. Que é como ela quer que eu seja. 

17 de fevereiro de 2016

[sem título]

Não precisa ser fácil, porque nada é fácil.
Precisa ser possível.