21 de novembro de 2015

- Espera ele chegar lá primeiro.
- Como assim chegar lá? Já vai fazer um ano que ele foi?
- Uai, eu demorei 3 anos para dizer: pronto! agora cheguei em Vitória.

Aí me dei conta de que desde que me mudei para Niterói eu ainda não cheguei. 

20 de novembro de 2015

Eu sempre choro quando rezo. Acho que isso acontece porque sinto que Deus me escuta e me entende. 

Minha fé é complicada. Sou cética para quase tudo. Acredito em Deus, Jesus, Maria e nos santos, mas não acredito na alma, por exemplo. Ou não a levo à sério, que também é uma forma de não creditar. Não acredito em espíritos e nem em reencarnação, apesar de querer muito acreditar no destino. Imagina que lindo seria?! 

Tenho minhas tretas com Deus, claro. Fico puta quando não me escuta ou parece que não me entendeu. Porque não existe outra explicação. 

Mas parece que nem tudo é para se entender, né?!

Hoje eu chorei! Tive um papo tão sério que chorei. Foi de coração. Esse coração jovem e já tão cansado. 

É sério, Deus! Eu preciso daquela sensação de alívio imediato de novo. 

18 de novembro de 2015

Enquanto o sono não vem

O que me angustia é pensar na possibilidade de não nos vermos nunca mais.

Eu não acredito em espíritos, não preciso me preocupar com eles.

Isso foi tiro?! Ao menos aqui dentro estou protegida.

E se um bandido entrasse aqui em casa? Onde eu poderia me esconder?

Será que eu vou dar conta do doutorado até o fim? Caraca, são quatro anos! O quanto a minha vida terá mudado nesse tempo?

Tem dias que tudo o que preciso é deitar no seu peito enquanto você acaricia a minha cabeça.

Sinto a sua falta. Tenho estado muito sozinha e percebo o quanto você faz falta, mesmo que distante.


Preciso dormir. Eu não posso ter outra noite de insônia. Hoje eu já passei mal pela manhã por conta do cansaço. 

Preciso pensar mais em mim. O tempo todo. Só em mim.