12 de setembro de 2015

Das distâncias

Quis tanto ficar longe de tudo e de todos que hoje eu só tenho a distância para oferecer.

É como se eu provasse do meu próprio veneno, mesmo sem saber se isso é veneno.

Saudade já é meu sobrenome. Só sei sentir saudade. Faço saudade também, eu acho.

Optei por não parar em lugar nenhum e acabei deixando todo mundo para trás. Quando percebi, estava sozinha.

Não fui a única. Meu amigos também foram cada um para um canto. Todos frutos do deslocamento. Isso é lindo e doloroso. Nunca estamos perto, nunca cansamos um do outro. Cansamos é de sentir falta. Cansamos da saudade. Aí temos que dar um basta em um sentimento que só tem beleza. Na distância a leveza se torna peso.

Queria pedir para o tempo parar e eu ter todos pertinho para sentir a felicidade, mas só consigo fazer isso na memória e na imaginação.

Ao menos as lembranças são boas. São as melhores.