2 de maio de 2015

Da falta

Uma vez disse que meu lugar no mundo era Jardim da Penha (porque todo mundo tem seu lugar no mundo e blablabla). A verdade é que hoje não sei mais se o tenho.

Passei a ter Vitória como um lugar estranho. Não mais meu. E penso o mesmo sobre o bairro. Jardim da Penha não é mais meu.

Já não tenho mais o meu lugar e nem sei se um dia o terei. Não me sinto acolhida e abraçada em mais lugar nenhum. Não há lugar que me conheça. Mudei muito nos últimos meses.

Ao mesmo tempo que essa sensação é pesada é também libertadora. Sinto-me livre tanto quanto sozinha. Agora tenho todos os lugares e não tenho nenhum.