4 de abril de 2014

Dos prazeres

Muitas coisas me dão prazer na vida. Apesar dos pesares, eu tenho certo prazer em viver. Não o tempo todo, mas quase todos os dias. Dormir, comer, conversar, viajar, namorar, consumir, beber, dentre outras coisas, me dão muito prazer. Sem ordem de preferência. Mas o principal, sem pieguice, é ler. Não estou falando em ler, simplesmente, mas de Literatura. Arrogância à parte, leitor de jornal e revista apenas, não é Leitor.

Em janeiro conheci Kawabata. Yasunari Kawabata, escritor japonês, Nobel de Literatura em 1968, nascido em Osaka em 1899, morto em 1972. Li A casa das belas adormecidas e me encantei. Nunca havia visto tanta delicadeza e docilidade no trato de um tema tão pesado. Como diz Ivan, amigo que me apresentou Kawabata, “parece um origami ao vento”. Em seguida li Kioto e comprei O país das neves, ainda não lido. Há duas semanas comprei também Beleza e tristeza seduzida pelo título. Infelizmente tenho que priorizar leituras mais urgentes e o Oriente ficou para depois.

Esse prazer da leitura, de descobrir novos autores e o encanto que eles podem causar, o redescobrir os já queridos e continuar me encantando, é uma das poucas coisas que me dão prazer em viver. Minha paixão pela Literatura é tamanha, que quero viver apenas disso. Se todos têm que trabalhar, que o meu seja com Literatura, pois todo o resto é fardo.

Claro que gosto de outros escritores também. Vivi um casamento de cinco anos com García Márquez, com todas as alegrias e problemas que um casamento acarreta. Não me cansei do colombiano, mas esgotei. Fernando Pessoa foi meu amante e permanece sendo. Creio que sempre será. No mais, vivo de casos por aí. Afinal, tem muita gente boa a ser lida.

Em 2014 não quero me casar, apenas amar. Sem pressa. Desde janeiro venho amando Kawabata.

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