20 de janeiro de 2014

Cheiro de cigarro

Foi em 2007, na fila do R.U., quando abracei meu amigo Daniel e senti o cheiro de seu corpo, nitidamente sem banho desde o amanhecer, que me dei conta do quanto gostava desse cheiro de cigarro no corpo masculino.

No corpo feminino é diferente. É ruim, fedido. No masculino é envolvente. Instiga o olfato, dando vontade de passar o nariz, suavemente, por todo o corpo, deslizando os dedos por ele até pertencê-lo totalmente.


Não há perfume que me envolva tanto, nem a delicadeza do banho compartilhado. Só o cheiro do cigarro. 

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