24 de janeiro de 2014

Casinha

          Quando meu irmão estava para casar, me falava como andava a construção da casa do futuro casal. Contava-me os detalhes, como eles queriam tudo, que tinha que ser como sempre sonharam etc. Lembro-me de ficar pensando como seria, então, a casa dos meus sonhos. E cheguei à conclusão, naquela época mesmo, de que nunca a terei, por nem saber onde fica, e se existe, o lugar perfeito para a casa perfeita.

          Sou solitária e gosto dos isolamentos, portanto a casa perfeita não seria no meio do furdunço de uma cidade, mas preciso da urbanidade próxima. Por isso, a casinha ficaria em um bairro distante e reservado de uma grande cidade. Tem que ter água por perto, ainda não sei se um riozinho ou um lago, mas água suficiente, limpa e transparente, de modo que, ao acordar eu vá até a janela do meu quarto e possa ver a luz do dia refletida no lago ou rio. Terá uma árvore frondosa perto do lago ou rio fazendo sombra no pequeno píer que dará para o lago... ou rio. Sob a sombra da frondosa árvore, terei uma ou duas poltronas confortáveis para leituras durante os dias frescos. Por falar nisso, o local da minha casa tem de ser um onde nunca faça um calor insuportável. Não existe leitura e produção com calor insuportável.

          A casa terá detalhes em madeira rústica e poucos cômodos, todos muito grandes. As paredes para o lado que dá para o lago ou rio serão de vidro para que a casa possa ter, por horas, iluminação natural, além da bela vista. Serão dois andares. No primeiro terá um cozinha americana com uma grande sala de estar/tv/jantar/leitura, com lareira para o inverno e estantes suficientes para todos os livros que eu tiver, e um banheiro, claro. No segundo andar terá dois quartos, porque uma casa dessas merece receber visita. Os dois quartos serão suítes. Fim da casa. Uma única exigência: internet!


          Lembrei agora que já vi uma casa parecida com essa antes, a casa do professor de italiano do filme “Sorriso de Monalisa”. Quero a minha assim, com toda a tranquilidade que ela parecia oferecer. 

2 comentários:

Carol Ornellas disse...

E aí você me convida, não se esqueça! :)

Cinthia Belonia disse...

Pode deixar. Se um dia ela existir, estará sempre de portas abertas! ;)