14 de agosto de 2013

Tal pai, tal filho

Fazia calor em Niterói. Era verão de janeiro e o Gragoatá estava bastante abafado. Eu caminhava lentamente à UFF para um encontro com meu orientador. Usava meu vestido vermelho esvoaçante. Aquele que só posso usar em dias sem vento.

À minha frente estava um homem aparentando uns quarenta anos, mas devido ao seu estilo simples e de trabalhador, penso que se tratava de um jovem já curtido pelo sol e pelo tempo de trabalho pesado. Ele caminhava junto ao filho, um menino de, no máximo, uns cinco anos.

O homem, de bermuda e sem camisa, carregava esta dependurada sobre o ombro direito. O menino, que demorava em acompanhar o pai enquanto este reclamava essa demora, estava tirando, não sem dificuldade, sua camisa do Flamengo deixando à mostra a blusinha simples e infantil que estava por baixo. Ao conseguir tirar, dependurou a camisa do time no ombro direito para poder ficar igual ao pai. Eu, que até então estava alheia à cena, sorri sozinha e boba.


Eles deram as mãos e seguiram com o menino, cheio de orgulho e pose, se olhando e olhando o pai, aparentando gostar muito do que via. 

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