31 de julho de 2013

Agora

Tenho ouvido “Eu te amo” do Chico mais de 15 minutos para ver se consigo fazer algo parecido. Mas não estou triste como o personagem (e nem amando), só estou querendo saber o que fazer agora.

Agora que o sexo me deixou tímida. Tirou-me toda a intimidade conquistada. Tirou-me a liberdade de dizer qualquer coisa por nada, apenas para fazer rir.

Agora que minha memória insiste em te trazer de volta o tempo todo. Mesmo quando tento apagar qualquer boa lembrança que eu possa ter para não cair na armadilha do apego, já que o apego nunca me foi permitido.

Agora que toda vez imagino seus olhos nos meus, suas mãos nas minhas e seu corpo no meu.

Agora, agora mesmo, quando tudo o que gostaria era poder voltar no tempo e aproveitar cada segundo com a certeza da única vez.


Agora só resta esperar o tal tempo, que dizem ser remédio, passar. 

Nenhum comentário: