6 de março de 2012

Tenho me deixado pelos cantos por onde passo. Tô deixando uma parte de mim com muitas pessoas. Umas que conheço há anos, outras que acabei de conhecer. Às vezes, sem que estes saibam, eu pego de volta o que deixei (ao menos é assim que considero). Mas tô deixando muito de mim por aí.

E assim eu vou virando saudade, só saudade. To sentindo falta de muita coisa, e umas tantas que nem vivi. Imagino algumas e já fico feliz. Não, não estou vivendo de mentiras. Vamos dizer que eu tenha planos. Sempre os tenho. Por isso antes eu tenho que imaginar como será quando se concretizar. O quanto menos imagino, melhor. Gosto de me surpreender.

Agora, por exemplo, acho que sou só saudade. Nem existo mais. Tô com saudades do que me espera aqui, do que deixei em Vitória e do que ficou em Cachoeiro. Não, não estou errando o português, tô com saudades do que me espera aqui, e eu sei do que tô falando.

Vou me deixando pelos cantos e vou deixando pessoas em cada canto que passo, tipo fileira de pedras pra eu saber o caminho de volta e exatamente pra onde voltar.