25 de fevereiro de 2012

A minha Vitorinha

Sentir saudades de Vitória não estava nos meus planos. Nunca gostei de ficar no mesmo lugar por muito tempo. Apesar de gostar de rotina, não curto mesmice. E ao me ver de partida pra outra cidade, outro estado, só pensei em euforia. Mudança de ares era tudo o que eu precisava, e ainda preciso. Tudo igual o tempo todo cansa até os rotineiros taurinos.

Mas é que deu saudades. Saudades do mesmo. Da rotina. Deu saudades de sair no fim da tarde no meio da semana pra tomar açaí no Aloha com Diego. Deu saudades quando lembrei que a primeira vez que bebi em Vitória foi no Calipe com Xuxão. Deu saudades da coxinha do Cochicho, do jazz das terças, da boa música, de ver sempre o professor Lino Machado batendo ponto por lá. Deu saudades das conversas ora entusiasmadas, ora amenas, mas sempre boas na mesa do mesmo bar. Deu saudades, mais do que de tudo, dos amigos. Os de sempre. Os daqui de Cachoeiro mesmo e que aos poucos foram todos pra Vitória morar no mesmo bairro: Jardim da Penha. E todo mundo se concentra por ali mesmo (por mais que às vezes a gente reclame, nunca precisamos de outro lugar). No mesmo bar, no mesmo samba, no mesmo rock, no mesmo restaurante na hora do almoço, e que agora que mudei também funciona de noite como o novo boteco da vez. E os novos amigos que vieram, também são daqui de Cachoeiro e vivem nessa mesma rotina já dita.

Por mais que eu precise do novo a cada fase de exaustão, não consigo me desprender do passado. Seja pela ótima memória que me persegue e que por vezes preferia não tê-la, seja por fazer questão das boas lembranças, seja por ser um passado sempre presente devido às pessoas que fizeram parte dele e continuam na minha vida até hoje, ora um pouco mais, ora um pouco menos. Até o Leo voltou. E por mais que eu negasse antes, a boa conversa sempre me fez falta.

Só sei que chorei de saudades! Saudades dos Langas, do Diego, do Rayn, Aécio, dos que conheci pouco, mas que já gosto como Gil, Sapão, Bruna e Priscila. Da Manu, que vejo pouco, mas lembro sempre. Da Maria, a amizade mais turbulenta e carinhosa que já tive. E de Vitorinha, com tudo o que tem dentro.

Um comentário:

pennylaneblog disse...

Nada, em 3 meses no rock lá do Rio nem vai lembrar mais da gente! kkkk
=P
Já sinto saudade de você e vou lá te visitar!