4 de outubro de 2011

Infinito

Queria ser cega. Surda. Talvez nem existir. Ver a pessoa que se ama (se é amor ou não nunca se saberá, ou alguém pode dar certeza de que sentimento é esse?) se apaixonando por outra é a pior parte da existência no sofrimento que bate e faz crescer. Por que comigo? Por que tive que sair do samba e sentar num bar com meus amigos de sempre, mas que tinha tempo que via e a cadeira vaga era justo ao lado dele? Eu poderia ter ficado do outro lado... E sentei do outro lado depois. E ele foi atrás e ficou comigo. Mesmo sabendo que não poderia levar adiante. E me procurou no dia seguinte. E aí começaram os problemas. Era a ex que estava na memória. Depois era a mudança repentina pra outro estado que impedia o apego. E agora o vejo se apegando... por outra pessoa.

E mais uma vez vejo tudo se repetindo: um cara legal aparece, gosta de mim, mas nunca o suficiente pra namorar. Pois tem um problema no passado por resolver. Mal o resolve e finalmente pode se apaixonar. Mas nunca é por mim.

Essa repetição eu não quero mais. Quero o vazio da falta de sentimentos. O amor não foi feito para todos. Uns apenas o sentem. Poucos o têm de volta. E a mim só cabe o sofrimento.

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