31 de outubro de 2011

Das mentiras

Essa noite tive um sonho muito estranho: sonhei que você atualizara seu Facebook com fotos agressivas. Uma agressividade que eu já desconfiava, mas não queria acreditar que existia. Você fazia caras e bocas enquanto raspava a cabeça e com isso raspava também seu passado. Deixando todas as lembranças para trás junto com o cabelo.

Mas o que deveria ser visto como libertador (ou não?) eu vi como asqueroso. Tive medo de você. E até nojo.

Comecei a pensar em todo o seu teatro. No seu eterno “vou”, mas nunca ir. E sinceramente, eu tenho pra mim que você nunca foi. E nem vai. E quero ver por quanto tempo vai aguentar se esconder na sua toca de mentiras para disfarçar a dor da rejeição (aquela que todo mundo leva o tempo todo e a toda hora de quem quer que seja, mas você não aguenta porque é um fraco).

Olha a morena sambando, que leve. Ela não tem medo do que pode vir. Nem lamenta tempo perdido. Ela só não quis carregar tanto peso. Porque um dia cansa. Todo mundo cansa. Até você.

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