27 de setembro de 2011

[sem título]

Tenho tanto medo do sofrimento que por muitas vezes evitei a felicidade. E assim eu vivi de vazio.

Mas teve um dia em que decidi ser feliz. Custasse o que custasse. O máximo que poderia acontecer seria a dor. Mas essa, meu caro, é inevitável. Está sempre com a gente e não nos abandona. Por mais que tentemos nos livrar dela, a vaca da dor está sempre com a gente, esperando o mais sutil descuido para manifestar sua presença inestimável. Ao menos é o que ela pensa.

Resolvi não dar mais ouvidos a essa companheira constante e meter os pés pelas mãos se preciso fosse. Mas nunca mais deixar de viver. Porque isso sim é a única coisa que eu, e nem você, devemos deixar de fazer. Seja qual for as consequências depois de tantas vividas.

O negócio é o seguinte, queria escrever uma crônica há semanas pra dizer que não vou te esquecer tão fácil e que nem quero deixar de pensar em você. No entanto, ao começar o texto, só consegui pensar na dor.

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