27 de março de 2011

A chateação dos jogos de sedução

Tô a fim de namorar. Cansei de pegação. Mas o que me irrita são os tais jogos de sedução. Não basta querer namorar e encontrar uma pessoa bacana pra isso. Você tem que estar disposto a entrar numa armadilha infame onde um se exibe pro outro mostrando quem é capaz de ser mais difícil e interessante. Quem é capaz de fazer mais falta pro outro e ver quem vai ligar por último. Sendo que deveria ser o contrário.

A principal regra do jogo é jamais demonstrar o que sente. A pessoa não pode saber, em hipótese alguma, que você está a fim. Ora, se estou com a pessoa, é claro que estou a fim! Isso é óbvio. O triste é ter que fingir que não me importo com o dia de amanhã, que se acaso não o vir mais, não terá problema algum. Afinal o momento está bom demais e ninguém precisa de um segundo momento tão bom quanto ou ainda melhor.

Não ligar, jamais! Porque quem liga já deu pinta de que gosta e isso só atrapalha. Onde já se viu querer ficar com uma pessoa que demonstra que gosta de mim?! Bom mesmo é o mais difícil, aquele que não liga, o que não te faz um elogio sequer e que só te chama pra sair na sexta á noite, provavelmente porque ninguém mais quis sair com ele ou porque você é a mais fácil mesmo.

Pra quê complicar o que é patético de fácil? Quem gosta tem que demonstrar o que sente sem medo do que vai ouvir depois. Até porque, devido ao comportamento idiota das pessoas atualmente, pra eu saber se alguém gosta de mim tem que me dizer. Adivinhar é complicado e viver de suposições é muito chato. E amar é muito mais gostoso.

Conheci vários namorados em potencial, mas todos moravam longe. Em estados bem distantes do meu. E naquela situação, na certeza de que não nos veríamos mais porque eu estava de passagem por suas cidades, nos entregávamos à sinceridade sem medo de ser feliz. Já aqui, no meu estado, na minha cidade, não conheço namorado em potencial e quando acho que pode ser que role, assim quem sabe e por que não, a pessoa dá uma de uó e some ao se dar conta que a partir dali a coisa fica séria. Quando digo que o ideal é dizer o que sente não me refiro a gostar apenas, mas a não gostar também. Custa tanto dizer que não tá a fim? Ninguém morre por conta de um fora.

Não sei jogar, não sei deixar rolar, só sei deixar pra lá. Paciência nunca foi meu forte. Portanto, se algum namorado em potencial, ou um mero "pode ser que role assim quem sabe e por que não", achar que pode dar certo, por favor, não me faça perder tempo, coisa que depois do dinheiro, é o que eu mais detesto perder. Fala logo de uma vez. Não enrola, enrosca que é melhor.

6 comentários:

Doroni Hilgenberg disse...

Gostei de seu texto. Parece que hoje em dia, ninguém mais sabe ser autêntico e há uma completa inversão de valores. A gente fica com medo de amar e sofrer. bjs

Társio disse...

Antes de mais nada, obrigado pelo comentário! Bom saber que o meu mau humor tem pelo menos alguma utilidade. hehe

Namoro é um problema. Eu sou desses que não entende o que diabos é ficar. Para mim, mais de 2 encontros, se há amizade e carinho, então é namoro. Mas não. Antes de namorar vc tem que fazer uma moção ao congresso e ser aprovado. Há quem ache namorar dps de 2 encontros mais rápido do q transar no primeiro encontro. hehe

Abraços!

Ariela Venâncio disse...

- Gostei muito dos seus textos.

Khalila Neferet disse...

Concordo em número,genero e grau mas se te servir como consolo,depois de 7 anos de viuvez,dentre os quais eu passei 2 sem sequer abraçar outro homem, hoje tenho um namoro sólido que já dura mais de 8 meses. Voce chegará lá!

Adriana Auger disse...

Muito bons os seus textos, me identifico com eles! Vou ler sempre seu blog, continue escrevendo e escrevendo e escrevendo!!!!

Cinthia Belonia disse...

Olá, Adriana, tudo bem? Sempre fico curiosa... como achou meu blog? rs.
Muito obrigada pelo elogio e que bom que se identifica.
Infelizmente tenho escrito bem pouco por conta do mestrado. Mas sinto falta da escrito literária. Vou tentar retomar aos poucos.
:)