13 de junho de 2010

Atualização

São dias tentando escrever algo e nada sai no papel. Ou na tela do computador, que seja... O foda, e digo assim porque ta foda, é que estou cheia de assunto (o que para alguns é a inspiração) e não consigo escrever nada. Intitulei-me cronista e se tento sair dessa prateleira me sinto como se estivesse fazendo algo que não é para mim. Algo que eu não saiba fazer, mesmo sem nunca ter tentado. Como se no meu blog, ou até mesmo na minha cabeça, eu não pudesse escrever nada que não seja crônica, pois assim eu estaria contradizendo ao que me propus fazer. É como se eu direcionasse um formato exato do que seria escrito no blog, e ao sair do tal formato estaria fazendo uma enorme bagunça, e para que isso não ocorresse o melhor seria ter mais de um blog. Mas não dou conta nem de um.

Quero escrever, unicamente escrever. Talvez queira isso mais do que qualquer outra coisa atualmente. Tô tão sem saco pra tudo e todos que escrever, ou pensar que posso fazer apenas isso, faz com que eu me sinta de certa forma satisfeita. Principalmente achar que tem como ganhar dinheiro com isso. Não preciso que ninguém me venha dizer que estou sonhando ou coisa do tipo, não sou ingênua de achar que as coisas possam ser diferentes, só estou pensando assim pra aliviar a realidade. E extravasando meu pensamento. Até porque, o que eu penso não é da conta de ninguém.

Queria escrever sobre o moço bacana, carinhoso e bonito que conheci tem pouco tempo. Escrever sobre o frio da pele e o calor do sexo. Ou ainda da sensação gostosa de me sentir apaixonada ou enganada a ponto de me julgar apaixonada. Queria descrever os sentimentos que já não sentia tanto tempo. Inclusive a saudade feito filme em preto e branco e da vontade de vê-lo colorido, tal qual música. Mas encontro uma enorme dificuldade em tudo.

Essa alegria devido a paixão, e o medo que tenho sentido atualmente devido ao incerto futuro me bloquearam a tal ponto que não estava conseguindo escrever nem o que escrevo agora. E se finalmente o faço no momento é por pura necessidade de botar pra fora o que não estava conseguindo explicar a ninguém com a fala. A vontade de fugir e me isolar, feito “na natureza selvagem” voltou. E eu achando que com o fim trágico da história real eu desanimaria por completo. É sempre uma questão de tempo pra tudo voltar a ser como era antes. Até mesmo as vontades que dizem que dá e passa.

Deveria continuar, pois acho que preciso de mais que isso. Ou já terminei? O que quer que seja isso já não é uma crônica, nem romance e muito menos poesia. É bobeira da Cinthia, como tudo o que tenho feito.